A minha preguiça ficou na cama. Segui para algum lugar, com a mais comum das mochilas que existe, da Risca, nas costas, com a alegre intenção de gastar os poucos dias de ´vagabundisse´ que me restava antes do novo emprego. Não era aquele dia que nos sentimos bonitos e mais animados. Mas junto ao clima, ao tempo e com a facilidade da calça jeans e, é claro, o dinheiro que eu tinha levado ao pedir demissão do último e único emprego, me levava à clara idéia de gastar.
Gosto que meus bolsos fiquem sempre vazios, com isso a mochila é sem dúvida um acessório tão importante quanto à cueca ou os óculos para um miupi.
Comprei o jornal, com ele veio a programação do Festival de Curtas de São Paulo, seria mesmo uma boa para alguém sem muita idéia de onde ir.
No terminal, comprei umas passagens e consegui embarcar sem demora num ônibus bem vazio. A respeito das pessoas, estes tempos estou tendo repentinas impressões ruins quando saio de casa. Normal. Mais desconfiado, reparo em todos que entram, principalmente os que sentam ao meu redor.
O ônibus aos poucos foi enchendo, sua maioria mulheres de meia idade e idosas. Observei. Elas não pareciam fazer muita coisa da vida. Iguais a mim, só esperavam o próximo terminal.
O sol parecia se intensificar cada vez mais. Meus braços avermelhavam, enquanto meus olhos tentavam ver o tempo passar mais rápido. Algo tinha que acontecer para me distrair.
Nesses dias disseram-me algo realmente revelador para mim.
– Meu irmão não sabia que a Mama Brusqueta é homem.
Ao ouvir isto todos riram da ingenuidade do cara. Eu dei aquela risada sem graça. Pois, eu também era enganado todas as tardes quando passava de canal.
Pensei nessa situação no percurso do ônibus. Depois disto passei a desconfiar mais ainda das pessoas.
Pensamento interrompido, quando entra uma velha, daquelas que moram sozinhas e criam de dezenas de gatos no quintal de casa. Descabelada, dona de um sorriso muito feio. Sentou. O sol intensificava fazendo nossos reflexos na janela. A velha descabelada falava com o seu reflexo, despejava palavras sem sentido. As pessoas se viraram duas, três vezes para ver quem era aquela pobre alma perturbada.
Curioso, tirei os fones de ouvido para ouvir a conversa da velha de sorriso feio. Não entedia bulhufas. Tudo o que eu tinha a fazer era me aconchegar e deixar o tempo rolar.
domingo, 21 de setembro de 2008
Gastando Sola
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domingo, 7 de setembro de 2008
Normal
Fumaça quente por todo o ambiente, surgindo inúmeras gotas de vapor por todo o detalhado azulejo. A água bate levando pelo ralo o cansaço e fazendo com que o Box funcione como uma espécie de poço de criatividade e fonte de soluções para os problemas. Pena que a suposta criatividade do banho vá embora como o sabão do shampoo, mas fica valendo o momento que talvez seja o melhor para barbear, porque o vapor quente aumenta a elasticidade da pele e amacia a barba. Que beleza.
Tudo marcado, já começava a manhã de sexta-feira ansiando chegar a noite e tomar umas cervejas com o pessoal; seria um dia qualquer, mas tudo muda quando me ligam avisando: - Vai ter festa aqui! Meus pais foram viajar, mas vão voltar cedo e nem vou chamar tanta gente. Após desligar o telefone vem em minha cabeça o pensamento feliz de ter uma festa legal, e de que vou voltar levemente embriagado.
Chego com uma caixa de cerveja enfrente a casa do cara, parecia mesmo ter pouca gente, todos conversando civilizadamente em rodas com um bobo tocando violão. Fui entrando e aquilo não tinha nada de tranqüilo, parecia um hospício, muita gente, mal dando para cumprimentar todos. A entrada com um pessoal bobo tinha me enganado, gostei. Deram algumas poucas horas, e eu estava com um óculos grande, um chapéu de cowboy e dançando. Depois, lembro de pouca coisa do que aconteceu.
No banho do dia seguinte fui muito bem acompanhado, pela companhia de Pj Harvey, uma gracinha, de voz atraente. A água quente realmente ajudou a resgatar alguns fleshs do dia anterior. Ria sozinho, muito bobo, não valho um centavo.
Meu nome é Jairo, ao contrário da Hebe não costumo usar a palavra gracinha, estou bem moderado ultimamente e enfim, tomar banho ouvindo música faz bem.
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sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Volte Sempre
- Peguem as luvas de saco, prestem atenção! Vou dizer somente desta vez a seqüência: bola de teto solo, pushing ball, saco preto, pilar e por fim, a corda.
Na academia a voz de meu treinador era única, um homem de origem turca que não me engana, com seus trinta e cinco anos nas costas, estatura média e gordo. Com toda a autoridade naquele ambiente, dizia o que deveríamos fazer.
A série de exercícios não fugia do normal, algo feito repetitivamente várias vezes por semana.
Sempre me senti testado intelectualmente e fisicamente, nesses ambientes que somos observados. Poderia passar qualquer atividade relacionada a socos e chutes, mas nunca me lidei bem em pular corda, certamente o momento que tantos lidam com facilidade desde os tempos de criança. Fazer com que o corpo acompanhe a corda à medida que ela resvala no tatame, só isso. Ao meu lado um perfeito pulador de corda, girando aquilo com incrível velocidade e flexibilidade, dando batidas tão rápidas que produzia um zumbido. A minha mania de perseguição cognitiva incomodava-me novamente, fixo meu olhar na imagem do Buda, pendurada na parede, para não me distrair.
- Coloquem as luvas em seqüência ao lado do ringue, quatro minutos para colocar protetor bucal, caneleira e descansar, porque os próximos quarenta minutos irão derramar sangue e suor.
Dizia o treinador enfatizando o final de sua frase, com um sorriso no rosto previa ver em minutos os frutos das aulas anteriores.
- A regra vocês sabem, é a conhecida ação e reação, no caso seu parceiro bater forte, devolva mais forte ainda – dizia – farão rounds de três minutos entre todos.
Repousava meus braços e pernas, sabendo que os quatro minutos de descanso seriam encerrados pontualmente.
Há uma facilidade maior em saber das novidades em lugares pequenos. Neste ambiente, apesar de serem homens, sempre ouço boatos correndo pela semana. Dentre tais, um cara disse que não tinha graça fazer ringue comigo, que estava tecnicamente muito melhor. Concordo, ele se chamava Pietro, estatura média, rápido e de gênio chato de se lidar. Um tanto difícil dos nossos horários baterem, mas quando nos encontrávamos deixava de ser um treino e sim uma briga egos.
Apesar de tudo, tinha um grande problema em sua personalidade, falava demais. Cedo ou tarde entraríamos no ringue para acabar com os desafetos.
Meu treinador odiava a conduta esportiva de Pietro, provocava a todos, não tinha respeito aos colegas. Com isso havia me alertado, e me passado instruções sobre os pontos fracos do cara.
- Vocês dois, peguem as luvas e se respeitem. – disse o treinador, sabendo de nossa ´rincha´ e querendo de certo modo, ver um pouco de emoção.
Começamos a lutar. Pietro fazia bons movimentos com os pés. Gingava e se esquivava, tinha jogo de pernas, entrava e saía do meu raio, encurtava cada vez mais à distância.
Não me impressionava tanto, já estava ficando possível prever suas seqüências. Acertou-me dois jabs de canhota em meu supercílio e chutes em minha coxa. Agüentava bem a pressão, estava concentrado em seus movimentos e procurava brechas em sua defesa.
Então, ouvi as dicas do treinador dadas antes de tudo. Pietro veio atacando em linha reta, dando espaço. Com uma seqüência de 1-2-3, desferi um lindo direto em seu nariz. Imediatamente pareceu se acalmar. Levantei a cabeça e vi um resquício de sangue, que tentara limpar imediatamente.
Logo, ele perdeu a cabeça, o meu direto atingiu sua moral e já não se precavia tanto, abrindo mais espaço para mim.
Eu estava num dia complicado, problemas se acumulavam em minha semana, aquele momento seria excelente para liberar tudo que me incomodava.
Pietro não tomava conhecimento e vinha com muita raiva, sem medir suas forças. Cego, aproveitei. Despejei seqüências de chutes e socos contra a cabeça. Poderia se ouvir os golpes de longe. Tentou revidar, mas seus golpes não tinham a fúria nem a força que eu estava naquele dia.
- Stop! – disse o treinador.
"Mate-se a cabeça, e o corpo morre." (velho adágio japonês)
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segunda-feira, 28 de julho de 2008
Passou I
A uma velocidade bem baixa, devido ao excesso de precaução, passava novamente aquele velho cenário. As extensas plantações de café, de frutas, e os mesmos pastos habitados por intermináveis rebanhos que mastigavam lentamente todo o capim necessário, para um dia serem levados a matadouros e finalmente chegar a aquela churrascaria anunciada no outdoor de beira de estrada que passou a vinte minutos.
Íamos para o interior, meu irmão roncava feito um animal, bem parecido aos que ia encontrar mais tarde. Minha cabeça ficava rebatendo varias coisas, não me deixando dormir. Parávamos apenas por alguns instantes, para abastecer ou algo assim, e logo seguíamos adiante.
Plantação, pasto, sol na cara, plantação, boi, e carros de fazendeiros ou, de vez em quando, um carro de turista, o que é ainda pior, pois neles viajam velhos iguais aos meus que falam sem parar e vão para a mesma cidade, nos mesmos hotéis. Ao fundo meus pais conversando repetitivamente os mesmos assuntos de família, que antes mesmo de começarem as frases já podia prever o que iam falar.
-Puta merda, chegamos!
Tinha dormido, feito complicado de se fazer naquela tarde, acabará de me poupar as horas chatas.
Havia chegado na fazenda do meu tio Zé, um cara alto, 1metro e 86, magro e corajoso. Conservando um bigode muito bem aparado, demonstrava respeito a todos. Aos barulhentos passos no assoalho de madeira nos apresentou todos os espaçosos cômodos.
Eu havia encontrado um bonito gato branco, fui atraz dele até chegar numa sala. Dispersei-me com os enfeites e quadros, avisado pelo silêncio percebi que estava sozinho há alguns minutos, imediatamente corri.
Encontrei meu pai com meu tio e seu respeitoso bigode, manuseavam umas armas de caça e falavam sobre elas. Naquele instante pareciam mais machos.
Faz anos que não viajo com meus pais, até era interessante.
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segunda-feira, 7 de julho de 2008
Caro Leitor, devido a falta de tempo tenho que ser breve, me desculpem pela escassez de posts nos últimos tempos.
Sinceramente, encontro um pouco de tempo nas noites, mas fico jogando video game ou estou na aquela habitual conversa no Msn e Orkut. Coisas inúteis, que não deixam de me destrair após um dia corrido.
Para ser mais sincero, nos finais de semana eu poderia ter sentado meu rabo aqui, mas estava me embriagando por aí ou dormindo profundamente.
Palavra de Jairo, que irei postar dentro de dias.
Grato.
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terça-feira, 24 de junho de 2008
Depois do Outro
Inverno chegou, agora sem o sol das manhãs que batiam pontualmente na minha cara, forçando os meus olhos a abrir. Hoje o vento gelado entrou sem dó nem piedade, congelando meus pés e meu nariz. Ainda desnorteado levanto rapidamente, com os pés no chão gelado começo a me arrumar para mais um dia, desejando desde então que tudo passasse ligeiramente para voltar ao calor da minha cama.
Atravesso a movimentada rua, ainda tropicando de sono, que se bobear, certamente irei dessa para a melhor. Chego ao trabalho mais cedo que o combinado dando tempo de comprar o jornal. Na banca sempre um japonês mal humorado, que em todos os dias nunca se quer ouvi um simples bom dia dele, nem ao menos uma expressão que seja. Talvez ele seja broxa, ou sua esposa seja horrorosa. Enfim, deve ter motivo para ser tão mal humorado.
No escritório o habitual. Primeiro comentário ao chegar sempre é o maldito tempo frio que chegou. Meu chefe também é japonês, de uns quarenta anos, cabeçudo, e sustentando uma razoável pança de gordo. É diferente da pança de choop, que é mais dura e vamos dizer inchada. Se é que me entende.
Sua expressão varia constantemente ao contrário do cara da banca, facilitando saber o seu humor. Até que ele fala bastante para um japonês, ta certo que costuma mandar piadas totalmente sem graça, e estou apreendendo a dar uma risada totalmente forçada, só para descontrair o ambiente.
Em sua proteção de tela uma linda família, que no começo tinha me deixado uma boa impressão sobre sua pessoa, que logo já comecei a mudar de idéia. Com o tempo fui avaliando e tenho ultimamente percebido fortes aspectos homossexuais em sua personalidade. Na verdade não são tantos, mas que me deixa muito desconfiado, não me deixando muito à vontade, principalmente quando me oferece carona depois do expediente. No carro sempre ouvindo sons que agitaram as discotecas dos anos sessenta e setenta. Levando-me a imagina-lo se soltando nas coloridas pistas de dança, usando calça branca boca de cino e penteado lambido. Mas, melhor parar com isso, ele é gente boa, só porque em sua mesa do escritório tem uma sacola com material para tricô e sempre acende um incenso que diz em sua caixa proporcionar prazer e sensualidade. Que isso Jairão, são coisas da sua cabeça.
Escritório Rua Santa Filomena nº621, esse endereço aqui eu tenho que ir. Sei como chegar, fica perto de uma praça dominada por mendigos, e vizinho a um cinema pornô que ilustra em sua entrada banners que chamam a atenção por ter mulheres praticamente nuas em posições bem sensuais, promovendo o filme recém chegado ´As Panteras Brasileiras´ e ´Baile Funk´. Nunca terei coragem de entrar nesse cinema. Não pelo filme que deve ser legal, mas pelo fato de ser concerteza um dos lugares mais porcos que existe.
Pois bem, achei o prédio, um tanto velho de pintura descascada. Tomo foligo e subo sem pressa àquela gigante escada de degraus estreitos, mas muitos, muitos degraus. Dando tempo para ensaiar o que eu deveria falar com o cara. Primeiro andar, corredor largo e extenso, de piso claro de razoável brilho, refletia as falhas luzes fosforescente. Todo aquele espaço, abrigando diversas salas aparentemente abandonadas, corredores completamente silenciosos com nenhuma indicação de escritório. Será que é o lugar certo, me pergunto.
Subo novamente uma escada com dezenas de degraus estreitos. Chego a um salão gigantesco, mal iluminado, com dezenas de mulheres de meia idade costurando em máquinas antigas, todas concentradas nos precisos pontos que davam nos tecidos. Ao fundo uma música antiga vinda de um som velho ilustrava aquilo tudo. Apareço, e todas param por poucos segundos para levantar a cabeça e me olhar. Fico estático, realmente um lugar estranho. Definitivamente não deveria ter subido. Sensação estranha que me deu.
Percebendo que eu deveria estar perdido, uma senhora gorda de idade avançada, cabelos brancos e sorrindo me observa e gesticula, mesmo de longe, que o lugar que eu estava procurando seria no andar abaixo.
Desço tudo novamente, mas agora rápido. Não queria ficar mais um minuto ali. Não poderia ser nesse corredor, esta tudo muito silencioso, chegando a dar um certo receio. Agora, passo em porta em porta para ter certeza, todas elas de madeira, mas com pequenas janelas, dando para ver quem estava dentro. A maioria das salas vazias.
Achei! Só pode ser essa. Duas lindas meninas de cabelo liso, preso, bem lambido, vestidas devidamente como secretarias. Sentadas atraz do balcão, me olharam e sorriram dizendo as duas ao mesmo tempo –Bom Dia! Paredes rigorosamente brancas, pareciam me apertar, uma sensação ruim já me batia. Perguntei rapidamente se o cara estava. – Ele foi almoçar! Responderam, novamente ao mesmo tempo. Dei meia volta, apressado desci as estreitas escadas. Era um lugar realmente surreal que não sei descrever.
Já na rua aliviado, vou a padaria tomar um café puro. Nada melhor que um lugar com pessoas aparentemente normais. Na televisão basicamente as mesmas notícias, os mesmos problemas, a mesma movimentação habitual.
Um negão forte, careca, senta um pouco longe. Aparentemente um cara macho, de que eu não gostaria de brigar em caso algum.
Ele estranhamente não parava de me observar. Disfarço, voltando a tomar meu café e observando o noticiário na Tv. O negão ainda me olhava, mas agora sorrindo. Comecei a estranhar aquilo. Ele não poderia ser gay, tinha tudo para ser um puta cara machão, como pode. Continuava aquela situação desagradável. Estava me paquerando. Viro o café, mesmo quente. Pago o mais rápido, dou no pé.
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terça-feira, 27 de maio de 2008
Enquanto Isso
De um movimento involuntário causado pelos meus dedos, ela vai caindo, girando em câmera lenta, e ao bater no piso, proporciona um barulho metálico que me faz perceber o ocorrido, despertando minha atenção. Por alguma força sobrenatural entra debaixo do velho armário, não poderia ser diferente. Logo a única que achei na casa toda. Ajoelho-me às pressas, há de existir alguma explicação científica, se enfiou no fundo escuro e empoeirado. Sempre assim. Peguei e pronto, agora posso abrir a porta e ir embora. Não quero chegar atrasado e perder uma rodada de cerveja.
O caminho sempre igual, ou melhor sem novidades, todo bairro tem aquele estabelecimento que nunca progrediu, aquele mercadinho não se firmou dando lugar à farmácia, que logo se tornou açougue, a adega do outro quarteirão um dia vendeu pizza e hoje fechada, há boatos que virá a ser uma locadora e assim sempre será.
Pronto cheguei e pelo visto vou ficar sozinho por alguns minutos, sentado olhando o movimento, reparando nos caras fazendo malabaris no semáfaro, até um qualquer chegar atrasado como de costume e me acompanhar na cerveja. De costume ninguém cumpriu o prometido. Não devia ter saído tão rápido de casa, a culpa é minha, sou o bobo da história, na próxima vez irei chegar alguns minutos atrasado.
Vou ser deselegante e já começar a beber antes. – Ei, por favor uma breja. Puta que pariu! Isso aqui é muito bom. Não vou ter mesmo doença nos rins, estou sentindo tudo descendo e filtrando estes órgãos. Poderei quando morrer doar a alguém, em perfeito estado.
Algumas horas depois já estávamos embriagados em frente ao palco, pulando sem parar. Todos estão se empurrando e ao meu lado uma roda gigante de retardados se arrebentando. Se parar para pensar bem, aquilo não faz sentido, porque todos estão se jogando com os cotovelos e joelhos sobre outros que nunca se viram? Deu dois minutos eu estava no meio, batia e levava, logo voltava para um espaço mais calmo vendo o show tranqüilamente. No meio do bate-cabeça, um camarada sem dente com pinta de motoboy, gritava, pulava, soluçava como se fosse um náufrago. Já não tinha a noção de seus atos, saia empurrando e socando quem via pela frente. Levando olhares horrorizados de todos por perto. Resumindo era um rapaz zuera. Estava exageradamente embriagado, mesmo levando algumas porradas não sentiria nada. Seu péssimo estado levaria qualquer um a chutar alto sua idade. Era chamado de Banguela, um velho amigo.
Acabou o show, e o álcool foi transpirado durante aquilo tudo, e a embriagues já se ia, deixando-nos aflitos, decidimos sem opinião contra nos abastecer no bar mais perto possível. Nossos corpos quentes começam a esfriar e nossas pernas já não agüentam andar mais um metro, achamos um posto de gasolina com cerveja e um canto para encostar. Quando um de nós, não me lembro quem, sentiu a falta de um camarada, o Banguela. Ficamos xingando e ligando em seu celular a espera de uma resposta. Sinceramente não me preocupei tanto, sabia que ele era macaco velho, podendo aparecer a qualquer momento são e salvo.
Enquanto isso Banguela em frente ao palco, procurando-nos, cambaleava um absurdo, trançando as pernas enfraquecidas, quando avistou a alguns metros Genézio de costas, agarrou em seu ombro e gritou em seu ouvido. Levou um belo soco em seu peito, caiu feio esfolando o cotovelo esquerdo no asfalto. Não era seu amigo Genézio, teria confundido-o no meio de todo aquele povo cabeludo. A lua estava cheia. O efeito da cachaça com a marijuana abatera de uma só vez. Sentiu que não seria capaz de se erguer. Precisava. Conseguiu se arrastar até o lago artificial, foi quando começou a vomitar. Olho fechado, forçando todo o seu abdômen, parecia que suas tripas iriam sair. Foi violento. Um cara sem perdoar o péssimo estado do rapaz, arremessa uma lata de cerveja na cabeça do já coitado. Aquela gorfada parece que revitalizou suas energias, tendo uma surpreendente reação, levantou e partiu para cima do rapaz – Seu filho da puta, vou dar um chute nesse seu rabo! Tentou me acertar!
Separaram aquela briga sem pé e nem cabeça. Ficou por isso mesmo. Nisso toca seu celular:
- Alô! (diz Banguela)
- Aonde você ta caralho?
- Já Já to indo ai fora, estou bem...
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segunda-feira, 12 de maio de 2008
Só Existo Assim II
A pior coisa é se tornar uma aposta e ter alguém que espera de você sucesso imediato. Quando se tem capacidade isso não é problema, mas ter consciência de que é incapacitado de conseguir o objetivo esperado é o pior da história. Tornando questão de tempo para ser rebaixado. Meu velho me olhou e disse sem dó – Dezenove anos perdido, jogado no lixo, não sei aonde foi que eu errei, imprestável, sem atitude, burro! Não tem relacionamento com ninguém, não conversa comigo, nunca perguntou nada. Nunca irá para frente na vida deste seu jeito.Usando uma variedade de adjetivos carinhosos que leva minha moral nas alturas. Sei que ele nunca ouviu de minha boca uma conquista, um sucesso significativo. Sempre tento. Mesmo não sabendo mais o que fazer.
Dia frio, traz muita preguiça, ficar plantado nesta sala é uma opção bem próxima de acontecer. Alguns chamam para sair, e já que recusar cerveja não dá.
Com a cabeça cansada de pensar, a rua sem dúvidas é o melhor lugar, principalmente nesses tempos. A cabeça cheia de perturbações, afogar tudo com muitos copos de cerveja ou não tão menos sociável com um drink mais forte, subindo mais rápido. Tenho certeza de uma coisa, não vou ter pedras nos rins, a cerveja filtra, limpa tudo.
Não tenho aquele amigo fiel escudeiro igual ao Sancho Pança, isso é bom. Considero-me uma pessoa com amigos muito bacanas, mas sempre tem um pessoal que saio mais. Último role caiu do céu, ficar coçando não passou de pensamento.
Estavam lá, os dois mais otários da região, talvez os que mais andam em minha companhia, e mais duas ou três amigas.
Sempre tivemos uma tendência de virar completos imbecis desde criança, e viramos. Acho que não viveríamos muito se tivéssemos nascido na época que queimavam pessoas praticantes de bruxaria. Elas essa época eram como se fosse os maconheiros de hoje, vistos como causadores de uma parcela de caos na sociedade. Também se fossemos adolescentes na época da ditadura, iríamos em manifestações alcoolizados só por ir, achando tudo no fundo uma diversão, sendo no fim exilados ou dariam-nos um simples sumisso. Tínhamos um pensamento muito bom, agindo sempre sem preocupação nenhuma, não incomodávamos ninguém e sempre havia discordância, isso talvez seja um dos segredos de uma relação, ter opiniões diferentes. Só acho que deveríamos deixar crescer vastas barbas, sempre bem aparadas, demonstraria mais respeito. Alias, essa moda poderia voltar a ser seguida por todos. O problema é que ao beijar concerteza deve incomodar.
Bom, as meninas eram simpáticas, sendo possível ficar conversando e bebendo horas naturalmente. Uma por exemplo é bem natural, gosta de xingar as coisas e tudo mais. Fala algumas bobagens, mas faz parte. Seu maior medo é ser frutos dos sonhos sexuais de seu colega de sala. Um rapaz grande, gordo flácido, que tem glândulas de suor em excesso em seu corpo. Sem contar da sua extrema capacidade de fazer e agir, com muita otarisse fora do comum, formando opiniões negativas de todos a seu redor. Ele se salva nessa sociedade por ser inteligente, única coisa que pode se gabar. Certamente ele irá encontrar um emprego muito bem remunerado pelo resto da vida, chegando a se aposentar antes do normal. Irá casar com a primeira mulher que aparecer, por saber que se não aproveitar acabara sentado sozinho com sua mãe num sofá de couro grande, com diabete alta, comendo um saco de batata frita gigantesco. Um homem obediente. Um pau-mandado para o resto da vida. Há tudo de errado nele, que não se pode consertar.
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domingo, 11 de maio de 2008
Só Existo Assim I
Ouvi o barulho do portão de casa sendo fechado, era meu pai chegando do trabalho, saí correndo e sem pensar muito me escondi dentro do guarda-roupa. Perguntou a minha mãe – Cadê os meninos? – Estão lá em cima vendo desenho
Depois de mais um dia estressante o velho queria só ver os dois moleques, e já acostumará a brincadeira de tentar acha-los em algum canto da casa. Eu era o primeiro, sempre me encontrava em minutos, meu irmão durava mais tempo, mas a mesma coisa. Abraçava, me apertando junto a sua pança.
Logo, ele descia pra comer e ia perguntando a minha mãe como foi o dia por aqui. Ela fazia o favor de contar detalhadamente todas as minhas diárias peraltices. Alguém que deixou de seguir carreira para cuidar da educação dos filhos deveria resolver problemas tolos sozinha, noutro caso deveria se envergonhar, atestando o certificado de inferioridade.
Sem esperar o janta sair, o velho tomado por uma raiva sem tamanho. Subia as escadas esbravejando para dar uma lição em nós dois, desta vez teríamos de nos esconder para não apanhar. Eu sempre tive uma boa audição e já percebia o risco que era ficar ali parado, saindo em disparada pelo corredor, os chinelos deixava pelo caminho. Descalço seria mais difícil de tropeçar ao percorrer o corredor, sem contar que o contado com o carpete deixava alguns segundos mais rápido. O banheiro no meio do corredor era o melhor lugar para se enfiar, por ter tranca dentro, ele só bateria na porta, gritaria algo e com o tempo desistiria. Meu irmão mais desenvolvido conseguia, na maioria das vezes, chegar primeiro. Eu ia logo atraz, mas o otário fechava sem dó alguma a porta na minha cara, pura filha da putagem. Sobrava mesmo ir ao quarto do fim do corredor. Fechar a porta e empurrar com toda a força de um pivete. Impossível ganhar na força de um homem de cinqüenta anos. O braço já doía de tanto forçar, cedendo rapidamente, não tendo escapatória, encurralado, seria cinco minutos levando no meu rabo um cacete de cinta. Não conseguia entender o porque daquilo tudo, ficar tão ofegante, tão conturbado, tão bravo a ponto de perder os poucos fios de cabelo por motivos estúpidos.
Bom, foi assim.
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sexta-feira, 2 de maio de 2008
Sem Fim
Eu voltei a escrever, comecei falando sobre alguns aspectos negativos da minha personalidade. Mas desisti. Se eu postasse sentiria a impressão que quando alguém lesse iria dizer – que moleque bobo!, mas deve haver algo melhor para se tirar da cachola. Resumindo, prefiro outro assunto que fique longe dos assuntos pessimistas.
Sou um cara educado, cumprimento a todos que vejo nas ruas, quase um prefeito. As amigas da minha mãe vira e mexe dizem – Nossa! como seu filho mais novo é educado, sempre para, cumprimenta, um amor de pessoa.
Na verdade, eu abro exceção pras senhoras daqui da rua, odeio encontra-las em meu caminho, é quase uma obrigação falar algo com elas, mas por educação tenho sempre que ensaiar um belo sorriso e tudo mais.
Tenho muita preguiça de fazer as coisas, principalmente em sair de casa, pensar na distância que vou ter que percorrer, é o que me deixa mais desanimado. Mas, depois que me mando, me sinto bem pra caramba, prefiro não voltar tão cedo. O segredo mesmo é ter um pingo de atitude, que vou a qualquer lugar, fazer qualquer coisa.
Sempre me virei sozinho, quando a questão é me locomover, meu pai nunca foi aquele que me leva e busca dos lugares que vou. O lado bom é que sei ir a qualquer lugar sozinho tranqüilamente, dificilmente me perdendo.
Na televisão passou um especialista dizendo que todos temos uma área do cérebro mais avançada, por exemplo: quem é bom em português provavelmente não é o tão bom em matemática, o nerd de escola dificilmente vai ser o melhor nos esportes. Sinceramente eu não tenho uma área em destaque. Até hoje não tenho a tabuada na ponta da língua e meu português é bem fraco. Nos esportes já tentei de tudo, e digo que sou bom nos de contato, talvez por isso faço Kickboxing.
Uma vez com a minha gangue de moleques do bairro, estávamos em uma época que as chamadas ´lutinhas´ era a terceira brincadeira mais legal , íamos em um gramado ao lado do campo de futebol, um grande gramado que tendia uma queda em suas beiradas. Desafiávamos outra gangue de moleques do bairro. As lutas nunca eram justas, o maior sempre pegava o menor, até tinha uma certa resistência, mas inútil.
Certo dia, talvez cansados do futebol, fomos desafiados em uma lutinha. Não tinha discussão, regras, e qualquer outro tipo de boiolagem, com naturalidade todos iam ao gramado. Eram vários, mas com certa organização entre todos, cada um sabia qual pegar, e eu marquei um. Quando começou, não sabia mais em quem agredir, alguém me deu um chute bem dado na minha bunda, aquele que a dor sobe pela espinha. Estava realmente desnorteado.
Foi que vi o garoto mais velho da rua de trás vindo em minha direção. Ele parecia realmente furioso. Seu rosto vermelho me passava sua raiva. Sua barriga subia e descia ao compasso de sua respiração ofegante. Ele se aproximava cada vez mais rápido. E eu me recuperando do chute na bunda. Não pensei muito, e com um gancho extintivo, quase que automático, acertei lindamente seu queixo, projetando-o para traz e levando-o ao nocaute. Depois disso, todos ficaram olhando o que eu tinha feito, era o mais velho do outro grupo, ocorreu ao contrário da lei das ´lutinhas´, o menor ganhando do maior. Decidiram parar. Eu não sorria, mas no fundo me sentia bem.
Ao me distrair, deixando a retaguarda desapercebida, mesmo depois do fim de tudo aquilo, um não satisfeito, veio correndo e me acertou uma linda vuadeira na minha cabeça me levando ao chão, foram dez segundos enxergando tudo preto. Nunca mais voltei a participar dessas ´brincadeiras´.
Estou velho, mas não de idade e sim de alma, pelo menos me sinto. A madrugada que me abre a mente para fazer algumas coisas já me deixa com sono o bastante, me levando ao sono. Inúmeras coisas martelam a minha cabeça, momentos antigos, problemas que terão que ser resolvidos. Me reforça a idéia, de acabar embaixo das cobertas, essa tal de martelação, é como se fosse um grilo perturbador. O ruído do relógio já começa a colaborar, e se junta a série de fatores perturbadores.
Revolvo finamente desistir deste fracasso de sono, desço silenciosamente as escadas até o conforto da sala. Música flamenca é o que há essa hora na televisão, de abdômen super definindo, aquela dançarina me deixa estagnado por minutos, fazendo umas série de sons usando somente o movimento do seu corpo. Ao fim daquilo, há praticamente de enfeite, umas garrafas de destilados muito atraentes.O antigo St. Remy, tão velho que a tampinha amarelada devido ao tempo, passa o gosto muito estranho para a bebida. Provei, mas só. Decido dormir e é isso.
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quarta-feira, 9 de abril de 2008
Potencial Fracassado
Todo semestre viajava com os meus pais para Minas. Meu pai sempre gostou de dirigir horas. Íamos sempre de carro. No dia anterior era correria em casa, todos arrumando as malas e tudo mais. Eu dormia no mesmo quarto que meu irmão, ele nem conseguia pregar os olhos de ansioso, ficava falando como iria ser os próximos dias, enquanto eu dormia que nem um anjo, deixando-o falando com as paredes.
Talvez eu era o mais desanimado por aquilo tudo, a idéia de ficar as próximas semanas naquela fazenda não me deixava muito feliz.
Meu tio Chico tinha uma barba mal feita, magrelo, com uma tatuagem de uma santa no braço. Ele é um dos poucos da família que não se casou, sempre morou sozinho. Algumas vezes eu fui visitar ele, mas não gostava muito, se bem que tenho poucas lembranças da casa dele, a única talvez é da geladeira vermelha. Apesar de pouco estudo ele sabia tudo que era notícia no mundo, um cara informado eu digo. Ele ficava cuidando da casa o tempo que ficávamos fora, deixávamos bastante comida na geladeira e dispensa cheia mas, na volta tudo estava do mesmo jeito, ele só si alimentava de café, cigarros e jornal.
No carro eu sempre sentava do mesmo lado, atraz do motorista, achava melhor por que quando meu pai estava bravo ficava difícil dele me dar uma porrada mesmo dirigindo.
A viajem mesmo sendo longa eu não falava absolutamente nada, ao contrário dos meus pais que iam falando de tudo que é assunto, principalmente dos problemas de família. Ele sempre fazia as mesmas piadas – Jairo! Para de falar, me atrapalha dirigir. – Acho que esquecemos o Jairo em casa.
Não achava muita graça nisso. Minha mãe falava – Ele é quieto assim, mas pensa muito nas coisas, dizem que são os mais espertos.
Eu passava a ´viajem viajando´, me imaginando em várias situações e me saindo bem em todas elas. Eu tinha cabeça boa, não era um garoto prodígio mas, sempre me virei bem. O ruim é que em todos os meus pensamentos não imaginaria o fracasso que estou hoje.
Não, fracasso não, seria outra coisa parecida. Às vezes fico desesperado por estar passando por tempos ruins. Os posts nem estão vindo com mais freqüência, é sinal de desânimo. Isso desânimo, é o que eu queria dizer.
Apesar de não ter compromissos a cumprir, faço o que posso para sair, principalmente à tarde que tudo parece estar pior, eu digo em casa, que inclui principalmente a programação da tv, que já não é como antigamente. Em vários programas, era obrigação ter mulheres seminuas lutando numa piscina com vaselina ou caras como Serginho Malandro que sabia a arte de fazer graça.
O lado bom é que estou lendo e bebendo mais, é inevitável. Todo sebo que vejo eu entro procurando um livro de um maluco que me disseram, malucos são legais. Alias, desse cara só achei em São Paulo. É bem caro para um livro usado, sujo, tocado por lá sei quem. Vai sabe um pervertido leu aquilo, se masturbou e foi ler o livro, e hoje vai um Zé como eu, compro e leio como se nada tivesse acontecido. Em fim, conseqüentemente não comprei, tenho dó em gastar quarenta reais nisso.
Meu nome é Jairo, tenho 18 anos, sempre fui um pouco egocêntrico, de pensar em entender sobre o mundo, mas não entendo porra nenhuma. Não estou com muita graça em escrever algo realmente bacana. Talvez seja a hora de excluir isso aqui.
Obs.: Quando eu disse Serginho Malandro era zoação.
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U Ó
-Nos dias 26 e 27 acontecerá a Virada Cultural.
Quero ir ver Vanguart, Mutantes, Cachorro Grande, Nelson Ned, Mundo Livre S.A, Kiss, Macaco Bong, a tal de Malu Magalhães e Fernanda Takai.
Nelson Ned e Kiss são só pra descontrair o único post informativo disso tudo.
-Do dia 14 a 18 de Abril, vai rolar a 22ª Semana Internacional da Criação Publicitária
R$150 pra estudante, palhaçada. Muito caro, da pra faze muita coisa com essa grana.
-Parabéns Dêeee, tudo de bonito pra você! Não é o post prometido, mas vai de coração.
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quinta-feira, 3 de abril de 2008
Logo Dá
O mais difícil de escreve, pelo menos para mim, é o que vão pensar de mim depois de ler os absurdos, eu ligo muito para o que pensam, e isso é ruim. Deixo claro que eu ´aumento´ algumas coisas ao postar, diferente do que mentir. Isso ajuda a sair o que eu quero, ou seja, besteiras. Essa é a intenção. Naquelas telinhas do metrô passou falando que escrever é uma ótima terapia, será?
Cada um deve ter seu modo de limpar a cachola de tudo que pesa. Pelo menos por um dia, uma noite, vou dizer que o que eu mais gosto para isso é me embriagar. Quando eu lutava era bom também, não pensava em competir ou algo parecido, mas levava a sério aquele momento de transpiração. Depois de espancos ´saudáveis´ saia relaxado.
Tava coçando aqui, aqui mesmo que nem um imbicil, folheio o jornal e por curiosidade e necessidade do momento começo a procurar emprego nos classificados, nunca pensei que chegaria a este ponto. Com um canetão circulei e liguei para vários lugares. Ate para ser ajudante no show do Ozzy eu liguei. Uns muito chamativos, como trabalhar de figurante de novela até como garoto de programa.
Mas, em uma das últimas já sem boas perspectivas, consegui uma entrevista bem longe daqui, ao lado do teatro em São Paulo. Como prometido cheguei na hora.
Eu todo arrumadinho, entro na sala. Tava nervoso, ainda com o coração acelerado e o buço suado por chegar muito apressado. O pensamento de que pior não iria ficar me sossegava.
Entro na sala, aproximo da entrevistadora (que não tinha uma cara muito legal), não sabia se cumprimentava com beijinho no rosto ou dando a mão, acabei estendendo a mão mesmo.
Nessas horas o melhor é ouvir e foi isso que fiz, a moça não parava de fala sobre a empresa e tudo mais. Eu já começava a me distrair nos peitos dela, não por taradisse, mas porque era muito grande e ainda usava um decotão.
No fim ela me manda para outra sala, escrever um texto de no mínimo trinta linhas sobre mim. Até a décima foi fácil, mas depois foi pura mentira.
Ao acabar toda aquela ´baboseira´ e aguardar sou chamado novamente pela ´desprovida de peito´, estava aliviado por estar perto de ir embora. Recebo boas notícias, disse que meu perfil se enquadrava e que deveria comparecer no outro dia bem cedo. Agradeci. Já no elevador olhei no espelho, estava com uma cara de bobo alegre, muito contente.
Por alguns motivos eu não compareci no outro dia. Mas, fico feliz por ter mentido tão bem naquele texto sobre mim.
Hoje achei aqui em casa um cd muito bom, mais muito excelente de se ouvir muitas vezes direto. Achei ele e não parei de ouvi. Vou falar o nome da banda, mas é uma banda muito boa. Não é aquela de ir no show e fazer bate cabeça, mas. ThãnThãnThãn Death Cab for Cutie album Transatlanticism (que a capa é um pássaro enroscado numa linha vermelha). Isso ae, até a próxima.
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domingo, 30 de março de 2008
Sobre Nada
Às vezes de sábado quando não tem nada para fazer sempre acho que as pessoas estão fazendo algo melhor que eu. Todos, vão a avenidas movimentadas, repletas de barzinhos, vão a showzinho barato e etc.
Fazendo programinha família no shooping. Não é aquele role, mas com meus pais sempre compro algo e também não recuso sair com eles por que é de rara oportunidade.
Incrível como sinto vontade de mijar em shooping. Como a bexiga sabe que estou em uma loja? Talvez seja por causa daquelas musiquinhas ambientes que ´relaxam´. Talvez.
Desse jeito vou ter uma urinisite, não procure no dicionário, não vai achar nada lá.
Qual a diferença também, vamos morrer mesmo. Pessoas que não se incomodam com certas situações vivem mais de 120 anos. Vi num programa de tv um psicólogo dizendo que o segredo da vida é viver cada momento.
Não precisa ser inteligente, ter pós-doutorado, para levar essas informações a televisão minha avó poderia dar uns conselhos batutas.
Já no estacionamento vêm a vontade. Preciso ir ao banheiro, por que escondem os banheiros?
Nessa hora aparece aquele diabinho no ombro e opina: -Por que não faz atraz de algum lugar? Ficar segurando faz mal a bexiga, é o problema dos caminhoneiros, seguram tanto que fica involuntário.
Mas tenho orgulho de poder segurar.
Num shopping com 600 lojas e nenhum banheiro no estacionamento. Por que não consultam um urologista para construir?
Sabe quando está com alguém, e acha que a pessoa sabe onde está o carro? Até ela ficar olhando para os lados. Quando olha para o lugar de onde veio, quer ou não, certamente está perdido. Quem sabe aonde vai não faz isso. Pilotos de avião não abrem a porta e olham para traz. Meu pai sempre esquece aonde deixa o carro, e bota a culpa em mim.
O problema do estacionamento é que tudo parece igual. Eles tentam diferenciar, usam cores, números, letras. Precisam dar nomes como ´Sua mãe é uma vaca´ ninguém esqueceria isso. Quem não lembraria ´Meu carro está no: Meu pai é homossexual´
´As mulheres me acham um cara legal, mas não querem um cara legal. Porque ser legal é ruim? Que sociedade é essa que acha que ser legal é ruim?´
George Constanza.
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segunda-feira, 24 de março de 2008
De Galope
Sei que se o mundo fosse igual a mim, diversos ambientes seriam quase silenciosas, feito de cochichos e risadas exageradas. Sempre tive facilidade para fazer amizades, do mais comportado ao mais inconseqüente. Até mesmo nos naqueles dias que da vontade de ficar coçando em casa, me esforço muitas vezes para conseguir ir ao encontro de amigos. Já disse em um post lá embaixo, talvez uns dez atraz, que tenho uma queda por japonesas mas, talvez o que eu mais gosto, é de alguém que fala mais que eu, que não cala a boca. Talvez eu nem preste atenção no assunto, mas só de ficar olhando e admirando já basta. Mina quieta é complicado. Não me sinto bem forçando assunto.
Estava vendo uma minissérie esta semana, um cara fazia mágicas do nada quando próximo a colegas, nos momentos mais importunos ele tirava uma bola da orelha de quem estava conversando, puxava um lenço gigantesco e colorido de sua manga. Conclui que teria qualquer tipo de amigo, menos amigo mágico. Imagine que ao cumprimentar seu colega a mão dele caia, e em uma conversa informal tire uma bola de tênis de traz da sua orelha, muito chato.
Em dias que se oscila entre o tédio e a felicidade excessiva, dias de pura comodidade e outros, mesmos poucos, de trabalho e seriedade. Ontem tinha que dormir cedo, não estava mais acostumado a dormir antes da meia noite, o hábito de ir a cozinha de madrugada e ver que são três horas já me desregulara todo meu sono.
De dia no caminho para fazer a prova, imaginava como as coisas iriam mudar, não só na parte financeira mas meu orgulho. Sempre em caminhos longos crio em minha cabeça situações diversas, já tinha em mente corrigindo em frente ao computador o gabarito, já imaginara comemorando no bar, descendo todas as garrafas de original.
Mas não passara de possibilidades, e ao chegar e ver todo aquele povo as minhas possibilidades caiam drasticamente (tento controlar meu pessimismo).
Na muvuca sempre o burburinho, e ainda no meio de um povo que a média de idade era de uns quarenta anos, sem exagero, numa dessas conversas que todo mundo fingi mas esta prestando atenção, saber que toda aquela multidão iria disputar somente duas vagas não era nada bom.
Quando foi aberta a ´porteira´, caminhando em pequenos passos, toda aquela ´manada´ com blusas e casacos cheirando a naftalina entra rapidamente.
Na sala, sempre tem o mais exaltado, xinga, gesticula, não importa o motivo, tanto pelo atraso, pelo o tamanho da porra da prova, mas sempre tem um que da chilique. Na espera e na ansiedade tomo muita água, se tivesse um drink sinceramente seria melhor para acalmar. Conseqüentemente, vou tirar a ´água do joelho´. Naquele momento único sinto como se algo desprendesse de mim. Passa pela minha cabeça, mas só passa, escrever na branca cabine o link deste blog.
Acordo noutro dia com a luz do sol batendo na minha cara. Ainda se recuperando da sonolência e ainda estranhando meu próprio quarto, devido estar a minutos antes em um sonho muito dos esquisitos, levanto e mesmo com cautela bato meu dedinho do pé na quina do raqui. Aquela atração que todos nossos dedinhos tem por quinas. Mau xingo, só resmungo como um velho.
Um macaco batendo um prato esta dentro de minha cabeça, essa é a minha sensação. Dor de cabeça talvez pelas cervejas de ontem à tarde.
Se vodu existisse eu acreditaria que estão me espetando.
Meu nome é Jairo tenho 18 anos, sou um tanto pessimista mas espero conquistar ao significativo nos próximos dias.
Jimi Hendrix – Cocaine
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sábado, 15 de março de 2008
Uma Tarde na Fruteira
Precisava ficar acordado até tarde para estudar algumas coisas, o primeiro plano (não tendo o segundo) para permanecer aceso é tomar café, coloco na caneca um feito há alguns minutos atraz. Em goladas vou tomando aquilo rapidamente, muito doce por sinal. Logo, analisando o líquido que estava tomando, observei como um verdadeiro Sherlock Holmes, que pode descobrir a personalidade de uma pessoa atravez de seu café. Este que eu estava tomando tinha muito açúcar e forte. A quantidade de açúcar leva a crer que a pessoa não toma muitos cuidados com o peso e com a sua taxa de diabete. Por ter feito levemente forte imagino ser de alguém necessitando do máximo de cafeína para conciliar os estudos e o trabalho. Depois de fazer esta análise investigativa, pré-suponho e com razão que foi meu irmão que fez, um universitário bem acima do peso, e que toma aquela garrafa inteira todos os dias.
A garrafa com o café sem açúcar nenhum e terrivelmente amargo reflete o meu pai, por não ter doce, concluo que aquela bela pança não foi por acaso, e que hoje toma cuidados com o seu índice de diabete.
Esta análise aprofundada daria para uma boa tese de doutorado.
Com tudo o que necessito na mesa para estudar e desfrutar ao máximo do pouco tempo, vem à costumeira enrolação de sempre, monto e desmonto a lapiseira, vou ao banheiro, tomo água; finalmente consigo embalar. Estudando horas, concentrado. Já cansado vou a cozinha comer algo, coloco a frigideira no fogo e talvez devido à sonolência queimo o meu dedo. Passo uma pomada deixando meu indicador adormecido.
Sempre tive um certo azar para acidentes domésticos, quando pequeno principalmente ocorria muitas peraltices, queimei a minha mão algumas vezes no ferro de passar; enfiei o dedo dentro do ventilador e da tomada por exemplo. Às vezes por pancadas e choques que sou meio perturbado das idéias. Porém, tudo isso olhando por um outro lado tem seu lado bom, o de ser curioso.
Com calor de mulher na menopausa, escrevo este post, tomaria uma cervejinha acompanhado de um Marlboro light ou um lucky, alias faz tempo que não fumo Lucky (curiosidade: Existem boatos que o Seu Madruga do Chaves fumava Lucky Strike).
Eu já tinha dado ´copiar´ neste texto para postar mas, me chamaram para um cervejada no condomínio aqui por perto. Decidi terminar o post mais tarde.
Voltei demasiadamente embriagado, fui ao banheiro e era mais uma vez depois de tanto tempo eu e a privada. Necessitando ficar bem rapidamente antes que a senhora minha mãe percebesse. Uma solução desde os tempos mais primórdios é o dedo na garganta mandando de vez tudo embora, mas por questão de honra não fiz, quero manter minha invencibilidade por muito mais tempo. Nem me lembro à última vez que passei mal (não conta dezoito anos em Porto Seguro). É o orgulho de alguém que já caiu bastante.
Ouvindo a entrevista de um cantor de rock psicodélico agora para uma rádio gaúcha, fiquei apaixonado pela voz da locutora, muito sensual para não dizer excitante.
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segunda-feira, 10 de março de 2008
Oxigenando meu Cérebro
Depois de muito, aprendendo e vivendo, coçando em frente à televisão descubro que os reis do baralho já existiram, são eles: Magno pai, Magno filho, Julio César e de Israel.
Andando por ai, na direção contraria vinha um casal de lésbicas, mãozinha dada, todo aquele amor. Ficaram olhando para mim e tive a sensação de que elas estavam pensando ´É por isso que eu não sou heteressexual´.
Uma vez entrei em um bar com o pessoal só para tomar uma birita sabe. Não tinha letreiro chamativo nem nada demais na fachada, na porta um negão com cara de bravo. O local iluminado com luzes vermelhas, com uma mulher no Karaokê se achando a Ana Carolina, apesar de estar aparentemente muito alegre com suas amigas. Parecia não incomodar a ninguém, todos felizes mesmo não sendo um bar elegante. Apertado fui ao banheiro, não tinha descrição alguma na porta, foi então que meu celebro depois de uns dez minutos percebeu que aquele recinto era um bar Gls. Agora tudo fazia sentido, muita mulher junta e os dois caras na mesa ao lado se tocando e sorrindo como se fossem pro motel logo depois. Saquei!. Sem ter nada contra a orientação sexual das pessoas, já não estava me sentindo muito bem, paguei meu dreher e ralei o rabo daquele lugar.
Hoje foi um dia pouco produtivo, como os outros, teve um ponto positivo além de tudo, adquiri mais conhecimento, descobri o significado de Karma. É mais ou menos isso: Para toda ação tomada pelo Homem ele pode esperar uma reação. Se praticou o mal então receberá de volta um mal em intensidade equivalente ao mal causado. Se praticar o bem então receberá de volta um bem em intensidade equivalente ao bem causado.
Eu sairia daqui agora, preciso de ver gente e inalar um pouco de monóxido de carbono. Tomar umas cervejas com qualquer um e tal.
Amanhã será um novo dia.
Chico Buarque - Construção
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quinta-feira, 6 de março de 2008
EXTRA
Ao lado de um prédio inacabado e de uma pizzaria quase falida, bem no fim da rua, havia um bar muito apropriadamente chamado de bar do Ceará. Apesar do nome, era um dos lugares mais animados da cidade. Com mesas de ferro batido e tampo de mármore, conversas em voz alta, um violão de parede sempre ocupado por algum, e a atmosfera enfumaçada pelos piores cigarros da região, a verdade é que o raio do lugar tinha clima.
Também conhecido por ter uma certa rivalidade com o outro bar( do Jorge), o Bar do Ceará era um dos pontos preferidos pela boemia da região. Ião lá à procura dos famosos petiscos e , principalmente, das cervejas, todas importadas da Europa. Não por falta de excelentes similares nacionais, como a Crystal e a Nacional , rejeitadas pelos boêmios no local.
Um dos freqüentadores mais assíduos do Bar do Ceará era o King Kong . Esta noite, a casa estava cheia. A mesma mesa cativa dos fundos, achavam-se, juntamente com os poetas, o velho de guerra (hoje aparentemente endinheirado, mas sem perder o costume), Diquinha já embriagado desde cedo, o simpático Joaquim e ao lado no banquinho de madeira sem um pingo de dignidade com a camisa do AC/DC surrada, King Kong, é claro.
Este era um detalhe indispensável, desde que o Ceará, cansado das penduras, tinha colocado um cartaz bem visível ao lado da caixa com os dizeres: VIADO SÓ AMANHÃ. O erro de grafia devia-se a pouca escolaridade adquirida pelo proprietário, que invariavelmente trocava o F pelo V. Ninguém quisera corrigir o pitoresco equivoco.
Outra figura cativa do recinto era um bêbado pelo qual parecia não ter muitos anos de vida, ex metaleiro, que havia feito muito sucesso décadas atraz. Na porta, um vira-lata muito feinho, que sempre dormirá lá em frente. Todo dia era carnaval.
Love Street – The Doors
Amanhã sol durante o dia e pancadas de chuva a tarde.
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My Name Is George Costanza
Pou! Aqui estava parado por alguns dias, apesar de ter poucos leitores e não ser aquela coisa, recebi críticas, dizendo que isso tudo esta literalmente uma merda. Pensei bem em apagar o blog, mas como é de graça, vai ficar mais um tempo.
Hoje acordei de um sonho muito esquisito, mas decidi não me esforçar para lembrar, pois não estava afin de ficar mais nenhum minuto respirando os ares desta casa. Precisava sair o mais rápido possível. Logo, esta decisão ficou mais concreta com a ligação de um amigo dizendo de se encontrar em algum lugar qualquer e pensar em o que fazer. Saindo pela porta as pressas e mal se despedindo da minha mãe, que insisti que eu fique para almoçar, vou para algum lugar faze o que eu não sei.
Estou tendo freqüentemente diversos sustos com o meu cabelo, ele esta ficando grande e pega minha visão, penso às vezes ser alguém ou algum bicho. Mas, é somente o cabelo de alguém relaxado.
É exatamente meio dia e estou tomando uma Skol, que beleza, era o que eu queria no momento, nada melhor que cervejinha gelada no calor. Falando nisso é um puta calor, daria para fritar um ovo no asfalto.
A tarde chega e lembro que eu deveria estar em jejum devido ao exame de sangue que esta marcado para amanhã. Que se foda exame de sangue!
Não almocei e voltar aquela hora para casa cheirando a cerveja não é bom. Como um pão de queijo por ali por perto, coloco um ketchup que não sei bem ao certo se é um ketchup ou pimenta devido à cor estranha.
Comprei um livro num sebo há uns dias, foi uma boa aquisição. Quando estava virando uma página veio um cheiro esquisito de formiga, eu não sei esplicar bem ao certo o cheiro de uma formiga, sinceramente um inseto tão pequeno não deve ter um cheiro percepitivel. Bem, fiquei pensando depois disso o tipo de pessoa que tinha este livro, poderia ser um nerd,uma veia, um gay, ou um irmão perdido por aí.
Tenho uma prova daqui uns dias, passando nela eu vou ter alguma idéia de futuro para mim. Indo bem nela vai se uma mão na roda. Indo bem nela eu to feito. Vou fazer varias macumba pra passa naquilo.
O que eu realmente preciso neste momento são aquelas japonesas que fazem massagem no shooping. Pou, deve se muito bom, eu gozaria de tão bom que deve ser aquelas massagens.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Tchubaruba
Estava eu lendo jornal, aquele de manhãzinha novinho, que pego nem porque gosto muito de ler, mas porque as paginas estavam bonitas e tinha matérias interessantes. Lendo só os subtítulos e uma coluna lá e cá. Depois de foliar tudo, até mesmo as tirinhas e a programação da televisão, na última página uma crônica do Arnaldo Jabor. Ele contando sobre uma visita que fez em Cuba, já como jornalista e ex-comunista, em uma festa com repórteres de todos os cantos do mundo. O motivo de todos presentes era a visita ilustre de nada mais nada menos do que Fidel Castro, em meio à multidão de repórteres, Jabor ligeiramente enfia-se entre todos, passando por seguranças cubanos e tudo aquilo que se imagina, sem pensar duas vezes Jabor grita ´Comandante .... Ó´, ele vira e olha para o jornalista e ex-comunista, um momento que talvez Jabor nunca iria imaginar e para acreditar mesmo se era verdade, agarra a mão larga e forte de Fidel, seu ídolo, gago de emoção já não conseguia dirigir nada ao comandante e só fixava seu olhar sobre aos olhos do comandante.
Foi então que Fidel já estranhava aquele contato masculino, as duas mãos já começavam a suar e o contato já parecia ir para o lado homossexual. Aquele caso de amor logo foi ao fim, logo Fidel levado pela multidão de curiosos e jornalistas força Jabor a desgrudar.
Depois de ler estava com a boca seca, fui à cozinha tomar água (por sinal eu tomo muita água), tomando rapidamente como se estivesse voltando do futebol, abro a geladeira e vejo uma maçã Argentina, muito vermelha mesmo, mordo, e aquela mordida não foi muito feliz, levo um pedaço da maçã e de minha boca, a dor me leva a raiva de ser tão burro e azarado, e logo grito não muito alto, uns palavrões. Passo a língua no local tendo a impressão de ser muito grande aquela afta.
No computador, com o monitor cheio de adesivos que meu irmão gordo cola, fuçando sem encontrar nenhuma novidade e apelando para conteúdo erótico, fechando janelas pop-up indesejáveis, vejo no rodapé da página uma propaganda ´Mega Sena está acumulada em 16 milhões´ imagino que apesar de ter mordido minha boca e da necessidade de dinheiro, aquilo seria um sinal, e que teria que ir a uma lotérica o mais rápido possível, que esse pressentimento não era só um pressentimento, tudo fazia sentido.
Eu lendo jornal, a mão de Jabor e Fidel, a mordida dupla na maçã e na minha boca, o site erótico, tudo se ligava. Era meu grande dia de sorte.
Good lucky.
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domingo, 24 de fevereiro de 2008
Som Som
Depois de tomar aquela aguardente vagabunda, voltando no ônibus sendo estranhamente observado por olhares de dois gays, em horário que travesti de rua já esta acompanhada, ou se preferir acompanhado, bate um puta sono, nessas horas você entende um pouco o porque da situação daqueles caras dormindo na causada e com uma pinga do lado. Com aquela musica que ecoou em minha cabeça o dia inteiro, que antes era legal e agora é insuportável, já em frente ao lar doce lar, procurando as chaves no fundo do bolso, com os olhos caindo de sono e faminto por algo comestível, entro em casa passo por passo, para passar despercebido, apesar de todos já estarem dormindo.
Talvez daqui uns anos estarei chegando em casa da bebedera de final de semana, sem alarde, para não acordar minha mulher que curte horóscopo, gosta de gatos e lava calcinha no banho.
Enquanto todos meus amigos estão na faculdade, já de cabeça raspada e comentando o seu amadurecimento em tão pouco tempo, eu, sem usar nenhum pseudônimo, estou vagal mesmo, pegando mesmo o sentido da palavra ´vagal´, mas não por culpa minha, e sim devido a contratempos que aparecem na vida que não me possibilita exercer meus velhos planos.
Sinceramente, apesar de estar depois de catorze posts basicamente na mesma, estou parcialmente contente, tendo somente sábados em meu calendário, e bebendo com amigos quando possível. Sei muito bem que é só uma fase, sem mais preocupações.
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Eu e Eu Mesmo
Se a fase atual não empolga tanto, estou dizendo a minha fase, porque lá fora, pelos noticiários muita coisa acontece como sempre, a moda de ufólogos na televisão afirmando ter gravado óvnis em plantações no interior, e talvez o mais falado e muito mais importante que corpos não identificados, Fidel Castro renuncia seu cargo. Pois bem irei ao passado, exatamente oito anos atraz, época que eu usava topete e aparelho, ano aquele que deveria ser o fim do mundo segundo muitos.
Chego da escola afin de assistir Videoshow e vou pegar meu yakult com lactobacilos vivos, percebo um bilete grudado na porta, para me desanimar teria fonoaudióloga naquela tarde, minha mãe insistia em me levar naquilo, tinha dificuldades com o ´f´ e ´v´, pra mim era a mesma coisa. A energia gasta nas manhas estudando ferreamente me levava ao sono, fazendo que no carro eu dormisse sem ter nenhum dialogo com meu pai.
Ainda sonolento na sala de espera, aguardo vendo as fotos da Caras. A fono me chama e seria uma hora constrangedora. Ficávamos jogando joguinho do palito e trava línguas, claro que aquela mulher de roupa branca hoje em dia seria pretexto para pensamentos eróticos.
Eu só queria ir pra casa.
Voltando aos dias de hoje, depois de todos dormirem e todos os dias serem sábado, assisto a Jack Bauer salvar o mundo pela milésima vez, desligo a tv e fica tudo escuro, lembro que nesta sala meu tio morrera de morte súbita antes do meu nascimento, e mesmo sendo desprovido de crença apresso o passo subindo as escadas sem olhar para traz. Já tarde mas sem sono o bastante para dormir, resolvo escovar os dentes. Formigas estão aparecendo em todos os cantos nestes últimos tempos, e saem de uma fresta do azulejo, aproveito o momento da minha higiene bucal, sendo frio e calculista colocando pasta de dente daquele minúsculo buraco.
Eu sou um cara frio e calculista
De dia na mesma sala aonde meu tio se foi a duas décadas atraz, assistindo tele jornal com meus pais, minha mãe xinga Fidel Castro e meu pai apóia. Eu que sou pouco politizado, retruco mas sem conteúdo algum. Prefiro ficar quieto no momento, e formo uma opinião em minha cabeça com todo o meu conhecimento histórico sobre a América Latina e suas revoluções idealizadas por Fidel e Che, como se estivesse marcado um debate contra meus pais. Tal momento que dificilmente ira acontecer.
Terminantemente eu levo desaforo pra casa.
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Sem Parar
À vontade com meu samba canção que deixa tudo confortável, camisa branca e havaianas, percebo ligeiramente que o tempo fechou e é preciso ir a locadora não muito longe daqui. Pego as chaves e saio. O caminho é curto mas as fezes dos cães e gatos dificultam, tendo que desviar de uns lá e cá. Na locadora que não é nada freqüentada, muito menos grande e cheia de filmes, procuro algo interessante e que seja bom assistir num tempo fechado e chuvoso. Cessão por Cessão nada me impressiona, já vi todos que me interessava, me sinto incomodado dentro daquela pequena locadora, só eu e um cara estranho. De olho nos da prateleira debaixo, esbarro em algo e viro assustado, era o Denzel Washington, negão de papelão de um metro e meio.
Agora não tinha mais só eu e o cara estranho da locadora, podia conta com o Denzel Washington de papelão. Escolho um filme de suspense rapidamente antes que começasse a chover.
Era eu, meu samba canção e uma sacolinha da locadora desviando das necessidades dos cachorros.
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Depois de Muito
Acordei com uma picada de pernilongo no pé, a coceira me faz esquecer do sonho sensual que estava tendo e levanto como se não conhecesse meu quarto. Ligo a tv e não esta passando Siga Bem Caminhoneiro ou Grandes Empresas Pequenos Negócios, programação que costumava estar passando quando acordava antigamente, agora já passou das dez horas, em uma segunda-feira alguém acordar essa hora não é nada bom, bem desocupado (para não dizer vagal) . Ligo o computador, e como a maioria leio as noticias do terra que abre na pagina inicial, ´Mulher na Índia corta pênis do namorado´ ´Morte no Piauí vale cem reais´ ´Amy Winehouse diz que álcool é pior que heroína´, só notícia excelente.
Me arrumo rapidamente ouvindo Pedras Rolando, depois de uma hora percebo que não tem ninguém em casa e deixo um bilete bem ligeiro dizendo que sai por ai, um exemplo de filho, nem o filho da Super Nanny é melhor que o da minha mãe. Tranco tudo e fui.
No ônibus como sempre, se posso chamar aquilo de condução, mais parece aquele ônibus desgovernado do filme da seção da tarde, que o qual esqueci o nome. Chego no ponto de sempre, resolvo alguns problemas por perto e como não tem ninguém em casa resolvo comer pelo centro mesmo.
Antes vou esclarecer uma mania, não é aqueeela mania, só as vezes, se eu estiver de bobera, coçando, enfim, e uma mulher estiver perto eu conto os dedos do pé dela. Voltamos ao meu almoço, não é bem um almoço na verdade, só pedi um suco e um pão de queijo no shopinho, na mesinha esperando meu suco, reparo na mulher da mesa do lado com cara de secretaria que saiu pra almoça, não muito bonita, mas na pressa em um dia frio sem fazer nada eu ia, mas algo desagradável ocorre, reparo nos pés dela e conto todos, e reconto, ela tem seis dedos, isso mesmo que nem a Cicarelli.
Tomo meu suco de laranja e vou embora.
Uma frase bonita de alguém muito inteligente que ouvi neste domingo, ´Nada é mais importante que o amor´ palavras de Serginho Malandro, grande humorista da década de oitenta e noventa, sendo indagado pelo Silvio Santos, qual era mais importante: sexo ou amor?.
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Marrom
Depois de quase morrer no ultimo post, estamos ai. Hoje acordei com uma puta dor no corpo que vem desde que cheguei do interior, parecia que um carro tinha me atropelado, mas mesmo assim sai pra resolve uns problemas, andei mais que procissão atraz de emprego. Entrei em um Sebo que abriu a pouco tempo, vários vinis bacanas, mas esse assunto não vem ao acaso.
No ônibus percebi que tava mal mesmo, meu corpo doía demais e já começava a delirar.
Já em casa me queixando, minha mãe logo sacou que estava alguma coisa errada, e foi logo medindo minha febre, eu mesmo com trinta e nove graus continuava fazendo gracinha fingindo que tava tudo bem.
Tomei um bom banho quente ate faze ruga nos dedos e fui pra cama, dormi muito chegando a babar, enquanto isso a temperatura ia subindo e já estava delirando mesmo. Minha mãe preocupada colocando e tirando aquele termômetro da minha boca, me levou pro hospital. Depois de ficar uns minutos na sala de espera assistindo na tv pica pau sem som e ouvindo choro de bebe, sou encaminhado ate uma sala. Uma enfermeira bem grande e nada simpática, devido o stress daquele local, me manda baixar um pouco as calças, havia anos que não levava injeção nas minhas nádegas e aquilo foi um tanto constrangedor e dolorido o bastante para não conseguir me sentar por uma hora. Logo tiraram um bocado de sangue, depois da injeção na bunda, tira sangue é sossegado, amanha vou pega o resultado e vê se eu não to com dengue por exemplo. Na verdade eu já to bom, forte que nem o Rocky Balboa.
Boas novas, consegui entrevista de emprego, semana que vem talvez. Espero que um dia eu escreva um post falando do meu trabalho, do meu chefe ou que não tem maquina de café.
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Si a canoa não virar
Esse carnaval fui pro interior e ainda bem, consegui o objetivo do meu carnaval, entorta todos os dias de tanto cachaça. Pra ouvi dança do creu, so praiero so guerrero to solteiro, tarde e noite, sol e chuva, precisava fica breacasso. Deu tudo certo.
Voltei ontem, e sem chave de casa sem carona pra varia, fiquei esperando meu pai no apartamento do meu amigo, aquele ar de ´vai embora pra casa logo´ ecoava dentro de minha cabeça, porque fica fora de casa uma semana e não volta pra sua casa é um tanto chato e estava começando a me incomodar.
Olhei da sacada uma vez e nada, passou uma hora e nada, fui vê na sacada novamente e devido o sono ou talvez a pressa, quase que inclinei o bastante pra cai, do décimo andar, voltei branco e sentei mais assustado de quando eu tinha seis anos e assisti Chuck o boneco assassino. Si acontece o pior eu teria uns segundos para tentar voar ate esborrachar a cara na guarita. No outro dia iria passar no Jornal Nacional alguma vizinha comentando ´era um cara tão novo, tento se suicida´. Todos iriam passar pelo prédio apontando e dizendo ´um rapaz se jogou da varanda´. Quem leu isso, bata na madeira, espero ter vida longa o bastante para fazer inúmeras coisas.
Hoje eu fui baixar um seriado, mas tava tentando lembra o nome do tal seriado que meu amigo me falou, e por burrice talvez, insisti que oque ele tinha falado pessoalmente estava no histórico do meu MSN. Ate eu me tocar demorou uns minutos. Pois bem, carnaval acabou e amanha vou, pra varia, atraz de um emprego, para conseguir grana e ir ao show do Interpol, Bob Dylan e comprar um George Foremam.
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Não leia
Aqui na terra tão jogando futebolTem muito samba, muito choro e rock'n'rollUns dias chove, noutros dias bate solMas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É, a coisa aqui ta preta como o Chico diz, mas se fosse fácil não ia te graça, tem que toma chuva, te saco, ir atraz, se fude mesmo, e depois ir pro bar comemora tomando cerveja barata e dando risada com tudo que é tipo de gente.
Pow sério, como já mencionei umas setenta mil vezes aqui, que não to fazendo nada e bla bla bla, de madrugada mais ou menos quando ta passando 24horas na globo, num canal mo trash passa vários clipes legais, umas bandas bacanas, mas é o mesmo playlist toda madrugada, vou mandar um email pra vê se eles não querem alguém com bom gosto musical pra atualiza aquele playlist. Tava vendo, lá encima no cabeçalho deste blog, ´enjoy´, é uma palavra engraçada, gosto dela, enjoy me lembra alguma coisa da minha infância.
Sei la, to perturbado das idéia, vo la arruma minha mala e ir embora, até semana que vem.
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
É PAU É PEDRA
Tava no pc, começa a cai aquele toró pra varia, e minha mãe faz um favor de desliga a chave geral pra não corre o risco de queima nada, PUF!, e agora? Sem energia vou pra janela vê o dia bonito que faz, e ao meu encontro vem um inseto gigante fugindo da chuva, ligeiramente do um tapão nele, e fecho a janela, ao mesmo tempo cai um puta raio e no instante lembro de historias de pessoas que morreram porque ficaram na janela durante uma chuva.
Com a energia desligada seria um bom motivo para ler um livro, mas não tem nenhum interessante na casa toda, talvez o jornal mas já o li de cabo-a-rabo. Deu meia hora tava roncando, sabe aquela historia que com barulho de chuva é bom dormir enfim.
Sem emprego, e muito menos estudando, to mais pra dona de casa, agora quando for responder algum questionário vou por lá, ´dona de casa´, ajudo minha mãe em alguns afazeres, mas espero que seja temporário.
Estes últimos posts não estão respondendo a expectativas, estou passando por problemas pessoais e minha mente esta bloqueada de boas idéias, apesar de ter a impressão que isso aqui ninguém lê, mas nos próximos depois do carnaval tenho idéias boas.Até logo.
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Tanto bate!
Primeira entrevista de emprego, acordei com gosto do Gin na boca que tomei pra bate um sono, levantei duas horas antes do despertador, todos já tinha saído e o silêncio em casa era muito bom pra fingir uma conversa comigo mesmo no espelho do banheiro, preocupado com oque vestir, já ia perdendo o tempo, na pressa levo um susto com despertador que tinha esquecido de travar, pego um guarda-chuva de tiazona, e vou pro ponto, a chuva não para de cair, é aquela chuva filha da puta que não é forte nem franca e parece que nem tem fim, que deixa consegue deixar o dia de qualquer um ruim. Dentro do ônibus com os vidros todos embaçados, fico ligero para não perder a noção de lugar, dois caras já velhos conversam sobre investimentos do banco de traz, ´a melhor coisa é comprar uma casa´, bom.
Espero meu amigo no Bar do Zé, e o cara do meu lado lendo jornal começa a conversar comigo do nada ´Se eu fosse da sua idade iria botar a mão na massa, começa como ajudante de pedreiro e em cinco anos viraria mestre de obra..´, o dono do bar grita para um sujeito negro de chapéu branco, uns sessenta anos que dorme sentado de tão bêbado as dez da manhã ´COWBOY ACORDA!´ interrompendo a dica que o cara do jornal me dava. Meu amigo chega e vamos embora para a primeira entrevista, o guarda-chuva não é o bastante pra aliviar aquela chuva filha da puta,desculpem, mas já não merece ser chamada nem de chuva ou dilúvio que é mais bonito por sinal, já estou igual a cachorro molhado e imagino perde alguns pontos na aparência na entrevista. Finalmente chego aonde não queria estar, aguardo a minha vez, - próximo!, levanto desajeitado e estralando os dedos e para a minha surpresa o entrevistador é meu amigo, não é um grande amigo que se diz -nossa que cara bacana vo chama ele pra joga bola, mas eu sempre cumprimentei ele. Chega de boiolagem, o meu camarada, porque agora que dependo dele, já viro meu camarada, me pergunta se eu tenho habilidade de conversar e convencer pessoas pelo telefone, ou seja se consigo xavecar toda senhora até ela cai na minha lábia. Pronto não doeu, agora vou voltar outro dia pra segunda entrevista.
Uma melhor idéia que isso tudo, fazer uma fézinha na Mega-Sena.
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domingo, 27 de janeiro de 2008
Cenoura
Esqueci oque ia fala, mentira, é só pra começar o assunto, eu tenho uma memória digamos que abaixo da média, esqueço recados que tenho que dar ao meu pai a datas de aniversário, é normal esquecer algumas coisas, todo mundo é assim, mas o que me deixa algumas vezes inconformado, o lance de manda scrap, eu sempre esqueço o scrap que mandei, fica sempre difícil compreender a resposta, saco?!. Lembrar historia de filme é complicado, autor, diretor então nem se fala. O lado bom da coisa, é apagado totalmente da minha memória alguns filmes, e vejo dinovo como fosse a primeira vez, no máximo acontece ´um djavu´ da cena.
Umas nove horas, no ponto de ônibus, todos cansados depois do serviço, com cara de sono, desejando cama, não se escuta um piu de ninguém, mas o clima de silêncio é quebrado, uma gordinha emo parecendo uma cenoura com suas calças coladas, misturando seu português com inglês fajuto chega assustando a todos, toda alegre grita atraz de uma amiga, todos de tão cansados olham e continuam desejando que o ônibus passe. Mas a mina não cala a boca, todos já sabem pelo menos uma boa parte doque esta acontecendo na vida dela. O ônibus da ´cenoura´ se aproxima e ela manda ´o cobrador desse ônibus é lindo, bye bye friend´, o clima de silêncio volta ao ponto.
´A vantagem de uma memória ruim é que se aproveita várias vezes pela primeira vez as mesmas coisas boas.´ (cat:Memória) Friedrich Nietzsche.
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Habitat
Tem um predinho no centro, são uns cinco apartamentos, sempre imagino morando sozinho num desses, sair de casa agora ta longe de ser uma idéia que se possa concretizar, mas esse ano é bem imprevisível, posso recebe uma proposta de emprego muito boa, e conhecer alguma pessoa bacana que queira dividir as despesas. Pode se um maconheiro, um nerd, uma biscate, um gringo ou uma japonesa, adoro orientais, devo ter fetiche por olhos puxados.
Algo de utilidade por aqui, a previsão para essa semana é de chuva todos os dias, every day, isso quer dizer mais alagamento no litoral, no centro, mais assunto para o programa do Datena.
Meu nome é Jairo 18 anos, fetiche por japonesas, e estou atraz de um emprego.
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domingo, 20 de janeiro de 2008
Título
Acordo novamente com o sol das 11h da manha na minha cara, vinda da janela dessa vez aberta, bati em minha lente ocular prejudicando minha visão por alguns segundos, o travesseiro que não tem pena de avestruz, de ganso, enfim, mas é um travesseiro muito aconchegante que minha mãe colocou de madrugada enquanto eu estava dormindo de mau jeito praticamente morto com a tv ligada no programa do Otavio Mesquita, lembro de que tenho compromisso logo cedo, uma reunião com os amigos aquela coisa toda, ainda na cama tentando colocar minha mente no lugar, procuro a droga do despertador que me cutuca as coxas, bom. Tenho tempo o bastante pra tudo antes de sair de casa. Me alimento melhor que de costume, já preparando o estomago para beber e beber mais tarde.
Minha mãe como tinha de ser, me da uma boa idéia logo cedo, ´fazer um curso de conversação´ para aprender a desenvolver e dialogar com qualquer pessoa, olho atravessado e sem dizer nada continuo assistindo meu jogo. Um belo jogo do Manchester. Ouvi dizer que lá chove constantemente, deve se um porre neste sentido, hoje choveu e vi por alguns instantes mia meu role, mas como chuva de verão passa rápido, logo me apressei e tomei meu rumo.
Voltando mais tarde, no ponto de ônibus um cara com seus quarenta e tantos anos careca e com uma jaqueta de pião da Mercedes, olha pra mim e só meche os lábios, olho pra traz, e percebo que é comigo, tento ser gentil e entender oque o senhor estava querendo dizer, o cara não tinha voz, só no final das frases ele esboçava palavras incompreensíveis terminadas em ´vu´´ru´, já sem paciência e o ônibus que não passa, concordo com tudo, nunca fui um sujeito muito mal educado, na verdade eu poderia se menos educado chamo meu pai e minha mãe de senhor senhora, isso criou um respeito com eles que não conseguem me passar liberdade para uma conversa mais harmoniosa e descontraída.
Chego em casa, e ainda no portão me deparo com um gato preto, pode estar avisando mas noticias, pode ser um espírito que encarno no gato para me avisar que se eu entrar em casa vou abrir a porta da sala e me deparar com meus pais com fotos e vídeos amadoras das coisas inconseqüentes que faço enquanto não estou em casa. Entro lentamente abro a porta da entrada que ainda se enfeita com enfeite natalino, e esta tudo tranqüilo, tudo normal.
Melhor que o ´normal´, vejo que meu irmão viajou e não tem previsão de volta, muito bom, quanto menos gente em casa melhor. No pc fazendo o de sempre ouço sussurros, é minha mãe me chamando ate a janela do meu quarto que da para a rua, e tem vista para uma escola, que na quadra uns jovens fumam um vagalume, minha mãe fala para fechar a janela porque eles podem ver de longe a luz ligada e entrar em casa. O sono bateu, a cabeça pesou, na tv começa programação de carnaval e minha cama me chama. Até a próxima rotina.
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Cercado
O ano começou faz um bom tempo, big brother voltou, o mundo continua a mesma coisa. Todo dia assisto o jornal da tarde da noite, de madrugada, e ninguém anuncia algo que seja interessante pra mim, ´Preço da cevada cai, e com isso os boêmios podem comemorar, pois o preço da cerveja cai 30%´, seria uma boa, não iria gasta tanto nos barzinho. Tava numa praça com um pessoal e começo a chove, me lembrou Lost, é muito foda, vou arranja com alguém a terceira temporada, enquanto os roteiristas em greve não escrevem o resto da sexta setima, sei la.
Acho que sei o porque acordo cedo, a cortina do meu quarto é branca, e a luz bati na minha cara, me acordando e perdendo o sono e muitas vezes dando uma incomoda dor de cabeça, mas eu gosto dessa cortina e também gosto de acorda cedo.
Em alguns instantes passa pela minha cabeça que tenho que aproveitar mais duas semanas de férias, e que vai volta tudo de novo, e me animaria com a idéia que no carnaval não teria aula, e da dificuldade de colocar o zero oito na data das provas.
Já assisti todos os dvds que tenho aqui em casa, documentários de banda, filmes, Seinfeld. Sobro the oc, as vezes é meio bobo, mas é bacana, toca umas bandas que eu curto e pans e pans.
Meu pai leu o post abaixo, e ficou desconfiado com a cigarrilha no ultimo parágrafo, inventei uma desculpa boa e rápida, mas não muito compreensiva, disse que era uma musica do Chico Buarque.
Ouvi o Lobão dizer uma coisa muito interessante sobre o Chico, adiantando eu não curto muito o Lobão mas ele falo uma verdade, que tenho que levar em consideração, Chico é apenas um cara com grana da zona sul, que fica lamentando as tristezas do mundo.. Toco a campainha, e esqueci o que ia escreve. Bom acontece, aqui nem ta bom para ser lido.
Boas novas, amanha bebedera e talvez tenho respostas de um trampo.
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terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Tiozão
O dilúvio que caiu ontem queimou meu computador e mio meu role. Hoje sem a fonte que me comunico com o mundo, e com a pobre programação da tv decidi colocar o velho nike de corrida e corre na área verde, a chuva do dia anterior sem a mesma intensidade ainda cai, sem atrapalhar meu Cooper(puta coisa de velho). Marco dez quilômetros acabo exausto logo vou ate a padaria do outro lado da rua, entro e todos olhão o meu estado de cansado. Fico impinotizado com a cerveja gelada que o tiozão coloca em seu copo. Mas só compro uma água de copo com uma nota suja de areia da praia que encontro em meu bolso.
Paro na banca de jornal, mas é tudo muito caro, a revista Rolling Stone dez reais, folha custa quatro reais e a principal matéria é uma entrevista com o Antonio Fagundes.
É um dia um tanto autista, é domingo e eu saio na chuva pra corre, si bem que nas ´férias´ terça e domingo é a mesma coisa pra mim.
As cigarrilhas ficaram para traz ela me dói o peito, era a melhor descarga de estress, ela sempre me relaxava, mas o coração é fraco e não agüenta mais. As vezes eu penso como sou novo e o quanto ela é boa, mas me mata aos poucos. Boas novas, amanhã barzinho.
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Vagal por tempo indeterminado
Não estou com noção de hora, dia e semana. Mas sei que estou de férias, ou, pelo menos pensava, porque quem fica de férias é aquele que estuda ou trabalha, e no momento não me encaixo em nenhum dos dois. Poderia começar a faculdade agora, mas é uma história muito comprida e chata de se explicar. Muito bem, agora faço parte das estatisticas de desempregados desse país. Quando passava no Jornal Nacional o numero de desempregados trocava de canal ou bocejava, pensava que iria levar bastante tempo, mas o tempo não para como diz a música.
Já que sou um vagabundo por tempo indeterminado, estou fazendo esse blog, para perder tempo e me destrair.
Falando nisso minhas vistas doem a um tempo e vou precisar de um óculos de descanso e procurar um oculista. Esses médicos não me trazem boas recordações. Quando era pequeno me mandou colocar por uma hora, todos os dias, aquele tapa olho, sei la pra que mas era desagradavel, muito desagradavel. A dor nas vistas me traz dor de cabeça, olha que gostoso, hoje acordei 7:30 atraz de remédio. As ´férias´ estão sendo dias que me deixam a beira de uma overdose de tédio á dias muito fodas. Esta semana começo com uma festa, um bati volta pra Santos e futebol, três dias fora de casa, longe do tédio.Agora tudo voltou estou em casa esperando dias melhores e um emprego.
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